Reviravolta no Paraná: Moro se aproxima de Bolsonaro e vira peça-chave no jogo presidencial de 2026

Em Pauta Política

Um movimento de bastidores em Brasília sacudiu o tabuleiro político do Paraná — e pode redesenhar a corrida presidencial de 2026.

Em uma articulação que mistura estratégia, pragmatismo e antigas rivalidades, o Partido Liberal decidiu apostar suas fichas no senador Sergio Moro para o governo do estado. O apoio foi selado após uma reunião de peso com nomes influentes da sigla, incluindo Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e o deputado Filipe Barros.

O apoio chama atenção por um detalhe nada trivial: Moro e o bolsonarismo já estiveram em lados opostos.

O ex-juiz da Lava Jato rompeu com o governo Bolsonaro em 2020 em meio a acusações graves. Agora, seis anos depois, reaparece como peça estratégica para fortalecer o palanque de Flávio no Paraná — o quinto maior colégio eleitoral do país.

Nos bastidores, o discurso é pragmático: Moro lidera pesquisas e pode garantir uma vitória robusta no estado.

A decisão do PL não veio sem custo. O partido praticamente rompeu com o grupo do governador Ratinho Júnior, que também mira a Presidência.

O recado foi claro: ou alinhamento total com o projeto nacional, ou ruptura.

Segundo apuração, o PL chegou a condicionar apoio ao grupo de Ratinho à desistência da candidatura presidencial — o que não aconteceu. Resultado: Moro virou o “plano A”.

Mais do que uma eleição estadual, o movimento revela um objetivo maior: construir um palanque sólido para Flávio Bolsonaro no Sul.

Nos cálculos do partido, sem um nome forte no Paraná, a campanha presidencial ficaria fragilizada na região. Com Moro, o cenário muda — e muito.

Valdemar foi direto ao ponto nos bastidores: o partido precisa “ganhar no primeiro turno” para não perder espaço político no estado.

Embora ainda filiado ao União Brasil, Moro já recebeu um convite explícito para migrar de partido. A resposta ainda não é definitiva, mas o clima é de aproximação total.

“As portas estão abertas”, afirmou Valdemar — em um gesto que escancara o interesse do PL em ter o ex-juiz oficialmente em seus quadros.


  • Um ex-juiz símbolo anticorrupção agora alinhado ao bolsonarismo
  • Uma disputa direta com um governador presidenciável
  • E um estado-chave que pode influenciar o rumo da eleição nacional

No fim das contas, o Paraná deixou de ser apenas um cenário regional — e virou campo de batalha central para 2026.