A investigação técnica sobre a explosão seguida de incêndio que atingiu um apartamento em Foz do Iguaçu, na madrugada de 26 de fevereiro, concluiu que o acidente foi provocado pelo acúmulo de gás liquefeito de petróleo (GLP) dentro do imóvel. A informação consta em um laudo elaborado pela Polícia Científica, que agora passa a integrar o inquérito da Polícia Civil.
O relatório, produzido por uma equipe especializada devido à complexidade do caso, identificou que a explosão teve início na cozinha da residência. Apesar disso, os peritos não conseguiram determinar o que levou ao vazamento nem por quanto tempo o gás permaneceu concentrado no ambiente antes de ser inflamado.
Segundo o perito responsável, Raul Messias Lessa, a análise se baseia exclusivamente em evidências físicas encontradas no local. Ele ressaltou que a destruição causada pela própria explosão, seguida pelo incêndio, comprometeu boa parte dos vestígios que poderiam indicar com mais precisão a origem do problema, como possíveis falhas em equipamentos ou fatores humanos.
O documento foi entregue às autoridades no fim de março e servirá de base para a continuidade das investigações. A Polícia Civil agora analisa, além do laudo, depoimentos e outros elementos para verificar se houve algum tipo de responsabilidade pelo ocorrido.
Semanas após o incidente, parte do prédio foi liberada para retorno dos moradores. De acordo com a Defesa Civil, a maioria das unidades atingidas já está apta para reocupação, enquanto outras permanecem interditadas por conta de danos estruturais e necessidade de reparos.
O caso segue em apuração e ainda não há definição sobre eventuais responsabilidades.

