“Estão ignorando o desastre anunciado”: alerta de Super El Niño acende sinal vermelho no Brasil

Clima Ultimas Noticias

Um alerta climático de grandes proporções começa a ganhar força e, segundo especialistas, não está sendo tratado com a seriedade necessária. O meteorologista Piter Scheuer chamou atenção para a possível formação de um Super El Niño no segundo semestre de 2026, um evento que pode ter impactos severos, especialmente na região Sul do Brasil.

Os números reforçam o alerta. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que a probabilidade de formação do El Niño na segunda metade do ano já ultrapassa 80%. Já a Epagri/Ciram projeta cerca de 25% de chance de um evento classificado como muito forte categoria associada a episódios extremos da história climática.

A preocupação não é abstrata. O último evento de grande magnitude, em 1983, deixou um rastro de destruição no Sul do país, com enchentes históricas, cidades isoladas e prejuízos generalizados. Mais recentemente, em 2024, o Rio Grande do Sul voltou a enfrentar um cenário dramático, com volumes de chuva excepcionais e colapso em diversas regiões.

Para Scheuer, o problema não está apenas no fenômeno em si, mas na falta de preparação diante de sinais claros. Ele defende ações imediatas por parte dos municípios, como limpeza e desassoreamento de rios, revisão de sistemas de drenagem e planos de contingência mais robustos.

O risco, segundo o meteorologista, é repetir erros do passado: ignorar os avisos até que o impacto seja inevitável.

Se confirmado, o novo El Niño pode trazer chuvas acima da média, enchentes, deslizamentos e prejuízos econômicos significativos, sobretudo no Sul. O tempo para agir, no entanto, é agora antes que o alerta deixe de ser previsão e se transforme em tragédia anunciada.