Um dos criminosos mais procurados do Brasil e condenado pelo sequestro de um avião que saiu de Foz do Iguaçu voltou a ser notícia nesta terça-feira (26), após ser capturado na Bolívia durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e forças bolivianas de combate ao narcotráfico.
Gerson Palermo, apontado como integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital, foi localizado na região de Santa Cruz de La Sierra depois de passar seis anos foragido. Ele havia desaparecido poucas horas após deixar um presídio federal de segurança máxima em 2020, quando rompeu a tornozeleira eletrônica e sumiu sem deixar rastros.
A prisão reacendeu a memória de um dos crimes mais cinematográficos da história policial ligada à fronteira. Em agosto de 2000, Palermo participou do sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp que havia decolado do Aeroporto Internacional de Foz com destino a Curitiba.
Cerca de 20 minutos após a decolagem, os criminosos tomaram o controle da aeronave e obrigaram o piloto a pousar em Porecatu, no norte do Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil contendo aproximadamente R$ 5,5 milhões.
Segundo investigações da época, a ação criminosa foi liderada por Marcelo Borelli, nome que ganhou repercussão nacional anos depois ao ser acusado de torturar e gravar a filha de um rival, em um caso que chocou o país pela extrema crueldade.
Pelo sequestro do avião e outros crimes ligados ao tráfico internacional de drogas, Gerson Palermo acumulou condenações que somam quase 126 anos de prisão.
Ele também foi alvo da Operação All In, da Polícia Federal, que investigou um esquema de envio de cocaína da Bolívia para o Brasil utilizando aeronaves clandestinas. De acordo com as investigações, a droga chegava pelo Mato Grosso do Sul e era distribuída para outros estados em caminhões.
Mesmo considerado de alta periculosidade, Palermo conseguiu prisão domiciliar em abril de 2020 após decisão judicial. A liberdade, porém, durou poucas horas. Após romper a tornozeleira eletrônica, ele desapareceu e entrou para a lista dos criminosos mais procurados do país.
Agora, a expectativa das autoridades brasileiras é pela expulsão do criminoso da Bolívia e sua transferência para o sistema penitenciário federal brasileiro.

