Invasões em escolas de Foz revoltam comunidade: merenda destruída e equipamentos furtados

Opinião do vlog Segurança

Duas unidades municipais foram atingidas durante o fim de semana e o feriado. O prejuízo vai além do patrimônio público: atinge diretamente crianças que dependem da escola para aprender e se alimentar.

O que leva alguém a invadir uma escola, destruir alimentos destinados à merenda das crianças e furtar equipamentos usados no dia a dia da educação? A pergunta resume a indignação provocada por ocorrências registradas em duas unidades municipais de Foz do Iguaçu.

Os casos atingiram a Escola Municipal Padre Luigi e a Escola Municipal Arnaldo Isidoro de Lima. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, houve destruição de alimentos, invasão de áreas de cozinha e furto de equipamentos.

Quem paga essa conta são os alunos

Na Escola Municipal Padre Luigi, a diretora relatou que quatro pessoas entraram na unidade durante a madrugada e danificaram frutas e outros alimentos destinados à merenda escolar.

Na Escola Municipal Arnaldo Isidoro de Lima, a cozinha também foi atingida, com alimentos e equipamentos furtados, segundo o relato da responsável pela instituição. <Cite refs={[“turn463189search0”]}/>

É difícil aceitar que espaços criados para acolher, ensinar e proteger crianças sejam transformados em alvos de vandalismo. Os alimentos destruídos não são apenas produtos desperdiçados: representam recursos públicos e refeições que deveriam chegar aos estudantes.

O mesmo vale para os equipamentos furtados. Para repor o que foi levado ou consertar o que foi danificado, será necessário gastar recursos que poderiam ser destinados a melhorias na própria educação.

Falta de respeito com toda a comunidade

Se os responsáveis forem identificados, deverão responder pelos atos conforme a lei. A indignação, porém, não pode servir de justificativa para acusações sem provas ou para responsabilizar indiscriminadamente os jovens da cidade.

O que se exige é responsabilidade, investigação e medidas que impeçam novas invasões. As direções das escolas pediram a colaboração dos moradores para ajudar a identificar os envolvidos e orientar que situações suspeitas sejam comunicadas à Guarda Municipal. Até a publicação da reportagem consultada, não havia confirmação de suspeitos identificados ou presos.

Também é necessário discutir como proteger melhor as unidades municipais. A segurança escolar não pode depender apenas da sorte de uma escola não ser invadida durante a madrugada.

Uma escola pública não pertence a quem a invade. Pertence à comunidade e, principalmente, às crianças que precisam dela para construir o futuro.

Destruir merenda, furtar equipamentos e danificar espaços educacionais é uma atitude que merece repúdio. Quem pratica esse tipo de ação precisa entender que o prejuízo não fica restrito às paredes de um prédio: ele atinge toda a sociedade.

Vlog do Jaime — Informação num piscar de olhos.