Manifestação chega ao segundo dia nesta quarta-feira e mobiliza docentes em várias regiões do país
Professores de Ciudad del Este e de outros pontos do Paraguai realizaram nesta quarta-feira o segundo dia consecutivo de protestos contra o projeto que altera a caixa previdenciária dos educadores, aumentando a idade de aposentadoria para 62 anos.
A mobilização começou na Plaza de la Paz e seguiu em marcha até a Rotonda Reloj, mas o grupo foi impedido de avançar até o Puente de la Amistad devido à presença de policiais e militares na região.
“Voto castigo” contra presidente e legisladores
Durante o protesto, os docentes anunciaram que pretendem aplicar um “voto castigo” contra o presidente Santiago Peña, além de deputados e senadores que apoiam a proposta. O projeto deverá ser analisado ainda hoje em sessão extraordinária da Câmara dos Deputados, com expectativa de votação.
“Santiago Peña já está melhor. Em apenas dois anos comprou uma propriedade de 2 milhões de dólares, enquanto os professores estão pior com esse projeto de lei tão prejudicial que está avançando”, afirmou o professor Carlos Mora durante a manifestação.
Segundo ele, parlamentares do leste do país que apoiarem a proposta também serão alvo da retaliação eleitoral prometida pelos educadores.
Possibilidade de greve indefinida
Os manifestantes também responsabilizaram o governo pelos dias de aula perdidos devido às mobilizações e alertaram que podem convocar uma greve por tempo indeterminado caso o projeto seja aprovado.
A tensão entre o governo e a categoria docente aumenta à medida que o debate sobre a reforma previdenciária avança no Congresso.

