Um relatório devastador divulgado pela ONG Provea lançou novas acusações gravíssimas contra o regime venezuelano e expôs um cenário de terror que teria deixado 10.853 mortos pelas mãos do Estado desde 2013. Segundo a entidade de direitos humanos, policiais e militares atuaram em operações marcadas por execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados e repressão violenta contra moradores de bairros pobres e opositores políticos.
De acordo com o levantamento, a maioria das vítimas era formada por jovens entre 18 e 30 anos, moradores das periferias venezuelanas. A ONG afirma que os agentes invadiam comunidades sob o pretexto de operações de segurança, mas muitos casos terminaram em mortes sem investigação ou julgamento.
A Provea denuncia que o aparato repressivo se intensificou principalmente durante as grandes ondas de protestos de 2014, 2017 e também no período pós-eleitoral recente. Manifestantes, sindicalistas, líderes comunitários e defensores de direitos humanos teriam sido perseguidos, presos e até desaparecido após ações das forças de segurança.
Somente em 2025, o relatório contabilizou 336 mortes atribuídas a policiais e militares venezuelanos. A organização também apontou crescimento explosivo nos casos de desaparecimento forçado, além de denúncias de tortura e tratamentos cruéis contra presos políticos.
“O Estado normalizou o uso desmedido da força letal”, denunciou a Provea durante a apresentação do relatório em Caracas. A entidade ainda acusou o sistema judicial venezuelano de blindar os responsáveis e impedir investigações independentes.
As denúncias aumentam ainda mais a pressão internacional sobre o governo venezuelano e reacendem o debate sobre violações de direitos humanos no país. Organizações internacionais já cobram responsabilização dos envolvidos e investigações internacionais sobre os crimes denunciados.
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