O Foztrans voltou a perder seu principal gestor. Menos de um mês após assumir a direção-superintendência da autarquia, o tenente-coronel da reserva da Polícia Militar do Paraná, Marcos Aparecido de Souza, pediu exoneração do cargo, reforçando a impressão de que comandar o órgão tem se tornado um grande desafio.
A saída foi confirmada nesta segunda-feira (13). Em entrevista à Rádio Cultura, Marcos informou apenas que deixa a função por motivos pessoais, sem detalhar as razões da decisão.
Anunciado pelo prefeito General Silva e Luna em 11 de junho para substituir Maxwell Lucena, o novo diretor assumiu cercado de expectativas. Com mais de 30 anos de experiência na Polícia Militar, passagens pelo comando do 14º BPM de Foz do Iguaçu, pelo BPFron e pelo Colégio da Polícia Militar, além da formação como advogado, professor e especialista em trânsito e gestão pública, Marcos era visto como um nome técnico para reorganizar a autarquia.
No entanto, sua permanência foi curta. A rápida exoneração chama a atenção porque repete um cenário recente vivido pelo Foztrans: gestores experientes deixam o comando do órgão em pouco tempo, levantando questionamentos sobre as dificuldades enfrentadas na administração da autarquia.
A Prefeitura de Foz do Iguaçu ainda não informou quem será o novo diretor-superintendente. Enquanto isso, cresce a dúvida nos bastidores da política local: afinal, o que torna o comando do Foztrans um cargo tão difícil de manter?

