Tiririca deixa o destino de suas emendas parlamentares nas mãos de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

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Quando um deputado abre mão de decidir o destino de recursos públicos que lhe foram confiados pelo voto popular, é natural que a sociedade questione qual é, de fato, o papel desse parlamentar. O mandato pertence ao povo, não ao partido.

Essa situação também expõe uma dura realidade da política brasileira: a falta de conhecimento político de parte do eleitorado acaba contribuindo para a eleição de candidatos que, muitas vezes, não exercem plenamente as atribuições para as quais foram eleitos. O voto de protesto, o voto pela fama ou pela popularidade pode custar caro à democracia.

Não é por acaso que tantos brasileiros perderam a confiança na política. Enquanto o eleitor não cobrar preparo, independência e compromisso de seus representantes, práticas que concentram poder nas cúpulas partidárias continuarão gerando indignação e desconfiança.

O Brasil precisa de parlamentares que assumam integralmente a responsabilidade do mandato que receberam nas urnas. Afinal, quem foi eleito para representar o povo não deveria transferir essa responsabilidade a terceiros. O voto é sério demais para ser tratado como espetáculo.