Semana promete decisões que mexem diretamente com a rotina e o bolso dos brasileiros
O Congresso Nacional começa uma semana de votações que pode mexer diretamente com a vida do trabalhador e o bolso do consumidor.
Entre os assuntos que devem avançar estão duas pautas que já provocaram muita discussão: o fim da escala 6×1 e o fim da chamada “taxa das blusinhas”. As votações fazem parte do esforço concentrado de Câmara e Senado antes das eleições de outubro.
Fim da escala 6×1
A proposta que acaba com a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso deve ser analisada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira (2).
O texto prevê dois dias de descanso semanal remunerado e reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho: de 44 para 42 horas semanais, dois meses após a promulgação, chegando a 40 horas um ano depois. O salário não poderá ser reduzido em razão da diminuição da jornada.
Se passar pela CCJ, a proposta ainda precisará ser votada em dois turnos no plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
Para o trabalhador, a pergunta é simples: mais tempo para viver ou mais pressão sobre o custo do trabalho?
É justamente aí que começa a discussão.
E a “taxa das blusinhas”?
A outra pauta que promete movimentar Brasília é a MP 1.357/2026, que zera o imposto federal de importação para compras internacionais de até US$ 50.
A chamada “taxa das blusinhas” de 20% foi suspensa pela medida provisória, mas o Congresso precisa aprovar o texto para que a mudança se torne definitiva. A MP perde a validade em 8 de setembro.
A comissão mista deve analisar o relatório nesta segunda-feira (31), com expectativa de votação nos plenários da Câmara e do Senado já na terça-feira (1º).
Para quem compra pela internet, a notícia pode significar compras internacionais mais baratas. Para o comércio brasileiro, porém, existe outra preocupação: a concorrência com produtos importados.
Congresso terá de escolher e o consumidor vai sentir
De um lado, trabalhadores pressionam pela redução da jornada. De outro, consumidores querem pagar menos. No meio dessa disputa estão empresários, comércio, indústria e o próprio governo.
E existe uma coincidência interessante: as duas pautas chegam ao Congresso justamente antes das eleições.
Coincidência política ou simplesmente uma resposta a demandas que estavam paradas?
Agora é esperar para ver como os deputados e senadores vão votar.
Porque, no fim das contas, não é Brasília que vai sentir primeiro o resultado dessas decisões. É o trabalhador e o consumidor.

