Fila do SUS em Foz vai ganhar painel de controle agora falta controlar a espera

Saúde

Depois de anos de pacientes enfrentando filas por consultas, exames e cirurgias, a saúde de Foz do Iguaçu vai ganhar um novo mecanismo de fiscalização.

O Conselho Municipal de Saúde criou um Painel de Bordo do Controle Social da Saúde, que deverá reunir informações sobre filas, tempo de espera, cirurgias eletivas, leitos, medicamentos, contratos e até a execução do orçamento da saúde.

A promessa é de que a versão funcional do sistema esteja disponível em até 60 dias. A ferramenta deverá cruzar informações do DataSUS, e-SUS e do sistema utilizado pela Prefeitura.

E aqui está o detalhe que interessa ao cidadão:

não basta saber que existe uma fila. É preciso saber quem está nela, há quanto tempo está esperando e por que ainda não foi atendido.

A resolução também criou o chamado Índice de Sofrimento Humano, que levará em consideração o tamanho das filas, o tempo de espera, o risco clínico e a satisfação dos usuários.

Quando um problema for considerado crítico, ele deverá entrar automaticamente na pauta da reunião seguinte do Conselho.

Enquanto o painel não estiver funcionando, o Conselho poderá solicitar relatórios quinzenais sobre os indicadores considerados críticos.

A discussão acontece justamente em um momento em que a saúde de Foz enfrenta pressão sobre a rede. A Comissão de Saúde da Câmara informou que o Hospital Municipal Padre Germano Lauck possui 218 leitos SUS de urgência e emergência, enquanto as UPAs somam 66 leitos de observação. O documento também aponta atendimento de pacientes de outros municípios e até do Paraguai.

E tem mais: uma moradora de Foz precisou recorrer à Justiça depois de esperar cerca de cinco anos por uma cirurgia para retirada de queloides.

Então fica a pergunta, porque o cidadão merece uma resposta:

o novo painel vai apenas mostrar o tamanho da fila ou finalmente ajudar a fazer a fila andar?

Porque painel bonito não opera paciente, não marca consulta e não realiza exame.

Quem está esperando quer atendimento e não apenas um número na tela.

Fonte: Conselho Municipal de Saúde