A Câmara de Foz do Iguaçu deu sinal verde para as contas referentes a 2024, último ano da administração do ex-prefeito Chico Brasileiro. O resultado no plenário foi de 11 votos pela aprovação e quatro pela rejeição.
O julgamento seguiu a orientação do Tribunal de Contas do Paraná, que havia emitido parecer favorável ao balanço apresentado pelo município. Mas existe um detalhe que merece atenção: o mesmo processo registrou fragilidades em duas áreas da administração pública.
Na avaliação de Administração Financeira, o município alcançou apenas 3,39 pontos. Na Assistência Social, a nota foi de 4,50. Pelos parâmetros utilizados na análise, resultados abaixo de seis pontos geram ressalvas.
Ou seja: as contas passaram, mas não saíram do julgamento sem apontamentos.
E é justamente aí que entra o papel do Legislativo.
O Tribunal de Contas realiza a análise técnica e apresenta seu parecer. Porém, quem dá a palavra final sobre as contas do prefeito é a Câmara Municipal. Os vereadores, portanto, não estavam apenas diante de um procedimento burocrático: estavam exercendo uma das atribuições de fiscalização do mandato parlamentar.
A pergunta que fica é inevitável:
se havia desempenho considerado baixo em áreas importantes da gestão, o que levou 11 vereadores a entenderem que isso não era suficiente para rejeitar as contas?
A aprovação não apaga as ressalvas. Elas permanecem registradas no processo e fazem parte da avaliação da administração municipal naquele exercício.
Agora, com a votação concluída, o decreto legislativo deverá ser promulgado pelo presidente da Câmara, Paulo Debrito, encerrando formalmente o julgamento das contas de 2024.
No fim das contas, a decisão foi tomada.
Mas para quem acompanha a política de Foz, talvez a questão mais interessante não seja apenas quem votou sim ou não.
É saber quais foram os argumentos utilizados pelos vereadores para justificar a escolha.

