O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu um passo definitivo em um dos casos mais emblemáticos da política recente. Em certidão emitida no dia 16 de abril de 2026, a Corte confirmou o trânsito em julgado da decisão que, ainda em maio de 2023, resultou na cassação do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) nas eleições de 2022.
Na prática, isso significa que o processo chegou ao fim dentro da Justiça Eleitoral, sem qualquer possibilidade de novos recursos. O documento formaliza o encerramento de todas as etapas e consolida o entendimento que já havia sido firmado pelo tribunal.
A inelegibilidade está diretamente ligada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal. Para o TSE, sua exoneração ocorreu enquanto ainda havia processos administrativos disciplinares em andamento, o que foi interpretado como uma tentativa de escapar de eventuais punições — enquadramento que ativa as regras da Lei da Ficha Limpa.
Com o caso encerrado no âmbito eleitoral, o debate político ganha novo fôlego. De um lado, aliados sustentam que o ex-procurador ainda pode disputar uma vaga no Senado em 2026. Do outro, críticos afirmam que a decisão o mantém fora do jogo eleitoral até o fim da década, com prazos que podem se estender até 2030 ou 2031.

