“CASOS DISPARAM: DOENÇA LIGADA A GATOS JÁ AFETA HUMANOS E PREOCUPA FOZ”

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O avanço da esporotricose zoonótica em Foz do Iguaçu acendeu um sinal de alerta nas autoridades de saúde. Em 2026, o município já contabiliza 207 casos em animais e 25 em humanos, segundo dados oficiais, reforçando a preocupação com a disseminação da doença.

Causada por um fungo, a esporotricose é transmitida principalmente por arranhões, mordidas ou contato direto com feridas de gatos infectados. O cenário atual não é isolado: trata-se de uma escalada que vem sendo observada nos últimos anos e que revela um problema maior de saúde pública.

Especialistas apontam um fator central para essa disseminação: a circulação de gatos sem controle nas ruas, somada à falta de tratamento adequado quando os animais adoecem. Infectados, eles se tornam vetores ativos da doença, transmitindo o fungo com facilidade.

Os sinais clínicos são claros, mas nem sempre recebem a devida atenção. Em gatos, a doença costuma se manifestar por feridas na pele que não cicatrizam, muitas vezes acompanhadas de secreções e sintomas respiratórios. Em humanos, surgem lesões cutâneas persistentes, geralmente após contato com animais infectados.

Sem vacina disponível, a prevenção depende de medidas básicas e muitas vezes negligenciadas. Manter os gatos dentro de casa, evitar o contato com animais desconhecidos e buscar atendimento veterinário ao primeiro sinal de feridas são atitudes essenciais para conter o avanço da doença.

O tratamento existe e é eficaz, mas exige disciplina: pode ser prolongado e requer o uso contínuo de antifúngicos, tanto em animais quanto em pessoas.

A Prefeitura também reforça um ponto que vai além da saúde: o abandono de animais é crime, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa. Casos suspeitos da doença ou situações de maus-tratos devem ser denunciados aos canais oficiais do município.

O Centro de Controle de Zoonoses segue monitorando os casos e orientando a população. A recomendação é direta: ao identificar qualquer ferida suspeita no animal, a procura por atendimento deve ser imediata.

Em meio ao avanço dos números, o recado é claro: negligência e desinformação ajudam a espalhar a doença responsabilidade e prevenção são as únicas formas de frear esse cenário.