O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não realizará mais eleições, em uma declaração que amplia as preocupações sobre o futuro da democracia na nação centro-americana. Segundo ele, a medida impediria que a oposição voltasse ao poder quando seu atual mandato chegar ao fim, em 2027.
No discurso, Ortega declarou que “não haverá mais eleições” e afirmou que os grupos opositores jamais voltarão a governar o país. No entanto, ele não explicou de que forma essa decisão será colocada em prática.
No poder desde 2007, após também ter governado o país na década de 1980, Ortega vem sendo acusado por organismos internacionais de enfraquecer as instituições democráticas. A eleição de 2021 foi alvo de fortes críticas após a prisão de adversários políticos, empresários e líderes da oposição antes da votação.
Nos últimos anos, o presidente consolidou ainda mais sua influência por meio de mudanças constitucionais. Entre elas, está a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como copresidente e a ampliação do mandato presidencial para seis anos. Hoje, o casal exerce amplo controle sobre os principais órgãos do Estado, incluindo as Forças Armadas e o Judiciário.
A declaração de Ortega deve intensificar o debate internacional sobre o avanço do autoritarismo na Nicarágua e o futuro das liberdades políticas no país.

