Casal de passageiros chineses receberia R$ 3 mil para levar os ovos até o Rio de Janeiro. Parte estava escondida em uma jaqueta e outra em equipamentos improvisados para controlar temperatura e ventilação.
Uma fiscalização da Receita Federal em Foz do Iguaçu revelou uma tentativa de transporte clandestino de 32 ovos de aves nativas da região da Tríplice Fronteira. O material foi encontrado no sábado (24), durante a abordagem a um ônibus interestadual que seguia para o Rio de Janeiro.
Os passageiros, um casal de nacionalidade chinesa, informaram aos fiscais que haviam recebido os ovos em Foz e que ganhariam R$ 3 mil para transportá-los até o Aeroporto Internacional do Galeão, na capital fluminense.
Segundo estimativa divulgada pelas autoridades, cada ovo pode alcançar até 50 mil euros no mercado europeu. Caso todos atingissem esse valor, a carga poderia chegar a 1,6 milhão de euros, aproximadamente R$ 10 milhões. A avaliação, porém, depende da identificação das espécies.
Ovos estavam escondidos em jaqueta e incubadoras improvisadas
Durante a fiscalização, os servidores encontraram a maior parte dos ovos em caixas térmicas e de papelão adaptadas com circuitos eletrônicos, pequenas ventoinhas e sensores destinados ao controle da temperatura e da ventilação.
Os equipamentos estavam desligados ou inoperantes no momento da abordagem. Outros ovos foram localizados escondidos no forro interno e nas costuras da jaqueta usada pela passageira.
A estrutura encontrada levantou suspeitas de que os responsáveis tentavam manter condições adequadas para o desenvolvimento dos embriões durante o transporte clandestino.
Ibama ficará responsável pelos ovos
Após a apreensão, os 32 ovos foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão deverá realizar a identificação das espécies e adotar os cuidados necessários para tentar preservar os embriões.
Os passageiros foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis. Conforme as informações divulgadas pela Receita Federal, não houve confirmação de prisão, e representações fiscais para fins penais serão encaminhadas ao Ministério Público Federal.
O caso chama a atenção para o possível comércio ilegal de animais silvestres e seus materiais biológicos, uma atividade que pode ameaçar a biodiversidade e alimentar mercados clandestinos internacionais.
Vlog do Jaime — Informação num piscar de olhos.
