O apoio de Flávio Bolsonaro à candidatura de Eduardo Cunha a deputado federal por Minas Gerais reacende uma figura que carrega um dos capítulos mais controversos da política brasileira.
Em vídeo, Flávio exaltou o papel de Cunha na condução do impeachment de Dilma Rousseff e declarou apoio à candidatura do ex-presidente da Câmara. Cunha, por sua vez, retribuiu e afirmou que apoia Flávio na disputa presidencial.
Mas a história de Cunha vai muito além do impeachment. O ex-deputado teve o mandato cassado em 2016 por quebra de decoro, após negar à CPI da Petrobras a existência de contas no exterior. No mesmo ano, foi preso no âmbito da Operação Lava Jato e chegou a ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
As condenações, porém, foram posteriormente anuladas pelo STF por questões relacionadas à competência da Justiça Federal para julgar os processos. Em 2024, o Supremo manteve a tramitação de ações penais contra Cunha na Justiça Eleitoral.
Agora, dez anos depois de perder o mandato, Eduardo Cunha tenta voltar ao Congresso. E, desta vez, conta com o apoio de um dos principais nomes da disputa presidencial de 2026.
A pergunta que fica é: para o bolsonarismo, Cunha representa passado ou experiência política?

