O martelo bateu na B3 e o Consórcio Novo PNI Macuco venceu a concessão do tradicional passeio do Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, por R$ 79,9 milhões.
O valor representa um ágio de 115,02% sobre o lance mínimo de R$ 37,15 milhões. O contrato terá duração de 15 anos e o projeto prevê cerca de R$ 85 milhões em investimentos para modernização, acessibilidade, segurança e conservação.
Até aqui, tudo muito bonito.
Mas existe uma pergunta que o visitante de Foz do Iguaçu tem todo o direito de fazer:
quanto vai custar essa conta para quem quer conhecer o Macuco?
É importante deixar claro: os R$ 79,9 milhões da outorga não são simplesmente colocados na conta do turista. Porém, uma concessão desse tamanho precisa entregar algo além de obras bonitas e números milionários.
O próprio projeto prevê uma redução de mais de 20% no valor do ingresso, além de descontos para moradores do entorno e isenção para pessoas em situação de vulnerabilidade inscritas no CadÚnico.
Ou seja: investir é necessário. Mas turismo sustentável também precisa ser acessível.
Porque não adianta vender a ideia de modernização, colocar milhões na concessão e, no fim, transformar o passeio em um luxo para poucos.
O Macuco é patrimônio turístico de Foz, do Paraná e do Brasil.
A pergunta agora é simples: o visitante vai ganhar com essa nova concessão ou vai acabar pagando a conta?

