A decoração natalina de Foz do Iguaçu, que deveria iluminar a cidade, agora lança sombras sobre a gestão de recursos públicos. A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apurou a contratação direta de uma empresa para executar os serviços, ao custo de R$ 2,44 milhões sem a realização de licitação.
As investigações começaram em 2025, após surgirem indícios de que o contrato não atendia aos critérios legais que permitem a dispensa do processo licitatório. Ao longo da apuração, equipes realizaram diligências nos locais onde os enfeites foram instalados, além de uma análise detalhada de documentos e da oitiva de pessoas ligadas à contratação.
De acordo com o delegado Lucas Américo Magron, responsável pelo caso, o conjunto de provas apontou para irregularidades na forma como o contrato foi firmado. Ao final do inquérito, um homem foi indiciado por viabilizar a contratação direta fora das hipóteses previstas em lei prática que pode configurar crime na administração pública.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que agora deve avaliar o material reunido e decidir se a investigação avançará para uma ação penal.
O episódio reacende o debate sobre transparência e fiscalização no uso de verbas públicas, especialmente em contratos de alto valor firmados sem concorrência.

