Maninho é diplomado e assume cadeira que era ocupada por Soldado Fruet após novo cálculo dos votos
A composição da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu mudou oficialmente nesta sexta-feira (11), após a Justiça Eleitoral realizar a retotalização dos votos da eleição proporcional de 2024. O novo cálculo alterou a distribuição das cadeiras do Legislativo e colocou Valdir de Souza, o Maninho (PSDB), entre os vereadores eleitos.
A mudança ocorreu após decisões judiciais que determinaram a cassação dos Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (DRAPs) do AGIR e do Partido da Mulher Brasileira (PMB), além dos registros de candidaturas vinculados aos processos.
As decisões estão relacionadas ao reconhecimento de irregularidades envolvendo a cota de gênero nas chapas proporcionais apresentadas pelas duas siglas. Com a anulação dos votos atribuídos às legendas, foi necessário refazer os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário e, consequentemente, redistribuir as 15 cadeiras da Câmara Municipal.
Maninho volta ao Legislativo
Com o novo resultado, Valdir de Souza, o Maninho, que havia ficado como suplente da Federação PSDB/Cidadania, passou a ocupar uma das cadeiras do Legislativo. Ele recebeu 1.898 votos nas eleições municipais de 2024.
Após a retotalização, realizada no Fórum Eleitoral de Foz do Iguaçu, Maninho recebeu o novo diploma das mãos da Justiça Eleitoral e, na sequência, tomou posse na Câmara Municipal.
O procedimento foi acompanhado por representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público Eleitoral, Câmara Municipal, partidos políticos e OAB. Segundo a Câmara, os trabalhos de retotalização começaram às 14h e foram concluídos cerca de 30 minutos depois.
Fruet deixa a Câmara
A consequência direta do novo cálculo foi a saída de Marcos Adriano Ferreira Fruet, o Soldado Fruet (PL), que perde a cadeira que ocupava no Legislativo.
Com a alteração, Fruet passa à condição de primeiro suplente do PL. A Câmara esclareceu que a mudança não decorre de qualquer irregularidade atribuída ao vereador, mas exclusivamente do novo cálculo provocado pela retirada dos votos das chapas atingidas pelas decisões judiciais.
O número de cadeiras permanece o mesmo: 15 vereadores. O que mudou foi a distribuição das vagas entre as legendas após a exclusão dos votos considerados nulos pela Justiça Eleitoral.
Justiça faz alerta aos partidos
Durante a retotalização, o juiz eleitoral Ederson Alves destacou que o procedimento representa o cumprimento das decisões tomadas pela Justiça Eleitoral e fez um alerta aos partidos sobre a necessidade de cumprimento efetivo das regras relacionadas à participação de homens e mulheres nas chapas.
Segundo o magistrado, a exigência de percentual mínimo de candidaturas femininas não deve ser tratada apenas como uma formalidade para o registro das chapas. As candidaturas precisam representar uma participação efetiva no processo eleitoral.
A mudança encerra, neste momento, uma disputa que começou ainda após as eleições municipais de 2024 e que acabou provocando uma das principais alterações na composição da Câmara de Foz do Iguaçu durante o atual mandato.
Em resumo: a eleição foi em 2024, mas as consequências judiciais continuam mudando o resultado na prática em 2026.

