Professora de Toledo permaneceu internada desde abril, quando sofreu graves ferimentos em uma colisão em Céu Azul
Morreu neste sábado (12), aos 41 anos, Fabiane Grando Brotto, após mais de quatro meses de internação em decorrência das graves lesões sofridas em um acidente na BR-277, em Céu Azul, no Oeste do Paraná. A morte encerra uma longa luta pela recuperação iniciada após a tragédia que também tirou a vida de sua filha, Bianca Grando Brotto.
O acidente aconteceu em 21 de abril de 2026, no trevo de acesso a Céu Azul. Fabiane dirigia um Hyundai Creta quando o veículo foi atingido lateralmente por um caminhão. Com a violência da colisão, o automóvel ficou preso ao caminhão e foi arrastado por aproximadamente 86 metros, segundo informações divulgadas sobre a ocorrência.
Fabiane ficou presa às ferragens e sofreu um grave traumatismo cranioencefálico. Equipes de emergência trabalharam no resgate e, devido à gravidade do quadro, ela foi transportada de helicóptero para atendimento médico em Cascavel.
Filha morreu no local
A filha de Fabiane, Bianca Grando Brotto, que tinha 7 anos, estava no banco traseiro do veículo e não resistiu aos ferimentos. A morte da menina foi constatada ainda no local da colisão.
A família seguia viagem quando ocorreu o acidente. O marido de Fabiane e o outro filho do casal estavam em outro veículo, logo atrás, e acabaram presenciando a colisão.
Bianca era neta do ex-prefeito de Pato Bragado, Luiz Grando, fato que ampliou a repercussão da tragédia entre municípios do Oeste do Paraná. O sepultamento da menina ocorreu em Toledo, no dia seguinte ao acidente.
Uma longa batalha pela recuperação
Desde abril, familiares e amigos acompanharam de perto a evolução do quadro clínico de Fabiane.
Nas primeiras semanas, o estado de saúde era considerado gravíssimo. Ela passou por procedimentos médicos e permaneceu internada em unidade de terapia intensiva. Em maio, após 22 dias, apresentou melhora suficiente para deixar a UTI e continuar o tratamento em um quarto hospitalar.
A recuperação, entretanto, foi longa e marcada por novas dificuldades. Em julho, após quase três meses de internação, a família informou que Fabiane havia enfrentado uma infecção e precisado de tratamento com antibióticos. Apesar disso, o quadro permanecia estável e a reabilitação seguia de forma gradual.
Após aproximadamente 144 dias de tratamento, Fabiane não resistiu às consequências dos ferimentos provocados pelo acidente.
Família e comunidade de Toledo estão de luto
Fabiane era professora e tinha ligação com a comunidade educacional de Toledo. O Colégio La Salle Toledo, onde ela trabalhava, manifestou pesar pela morte da profissional.
A morte de Fabiane, meses depois da perda da filha, provoca nova onda de comoção entre familiares, amigos e moradores de Toledo e de outras cidades do Oeste do Paraná.
A tragédia deixa uma família marcada por duas perdas provocadas pelo mesmo acidente na BR-277: primeiro, a menina Bianca, que morreu aos 7 anos; agora, a mãe, Fabiane, que passou mais de quatro meses lutando pela vida.
O velório e o sepultamento de Fabiane foram realizados em Toledo, no Cemitério Jardim da Saudade.

