Candidata do PT é derrubada e agredida durante abordagem da PM

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Uma ocorrência que teria começado após uma reclamação de vizinha terminou com uma candidata suplente ao Senado pelo PT ferida durante uma abordagem da Polícia Militar em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

A advogada Fernanda Klitzke relata que foi abordada de forma truculenta pelos policiais. Segundo o relato, ela foi derrubada, sofreu agressões e acabou atingida por um disparo de bala de borracha.

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O episódio chama atenção principalmente pela forma como a ocorrência terminou.

Uma reclamação de vizinhança pode exigir a presença da polícia e até uma intervenção dos agentes. Mas a atuação policial deve seguir critérios de necessidade, proporcionalidade e respeito à integridade física das pessoas envolvidas.

No caso relatado, a situação ganhou contornos ainda mais graves diante da alegação de que Fernanda já estaria contida quando outras agressões teriam ocorrido.

A pergunta central, portanto, não é sobre posição política ou partido. É sobre os limites da autoridade.

Até onde pode ir a força empregada por um agente público diante de uma ocorrência que começou com uma reclamação?

A utilização de bala de borracha, a queda e as agressões relatadas precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela apuração.

Fernanda informou que pretende registrar a ocorrência e formalizar a denúncia para que os fatos sejam investigados.

É importante que a investigação apresente as versões de todos os envolvidos, além de imagens, testemunhos e demais elementos que possam esclarecer o que realmente aconteceu.

Polícia precisa ter autoridade para agir. Mas autoridade não significa violência sem necessidade.

Quem veste uma farda representa o Estado e, justamente por isso, deve ter ainda mais responsabilidade no uso da força.

O caso agora precisa ser devidamente investigado para que, se houve excesso, os responsáveis sejam responsabilizados dentro da lei.