Alerta de saúde: casos de Mpox aumentam 77% no Rio e Ministério reforça envio de vacinas

Saúde

Estado já contabiliza 211 casos confirmados em 2026, superando todo o registro de 2025. Outros 119 casos suspeitos estão sendo investigados.

O avanço da Mpox voltou a preocupar as autoridades sanitárias brasileiras. O Rio de Janeiro confirmou 211 casos da doença em 2026, número 77% superior aos 119 registros contabilizados durante todo o ano passado.

O cenário levou o Ministério da Saúde a reforçar o envio de vacinas para o estado, numa tentativa de conter o avanço das infecções.

Na capital fluminense, a situação também chama atenção: foram 74 confirmações apenas nos meses de setembro e outubro, contra dez no mesmo período de 2025.

Em todo o Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 665 casos da doença até o final de outubro.

O QUE É A MPOX E COMO ACONTECE A TRANSMISSÃO?

A Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas, secreções corporais e objetos contaminados, como toalhas, roupas e lençóis.

O contágio também pode ocorrer por meio de contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

SINTOMAS QUE EXIGEM ATENÇÃO

Entre os principais sinais da doença estão:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e no corpo;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos, conhecido como ínguas;
  • Calafrios e fraqueza;
  • Feridas, bolhas ou erupções na pele.

As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos órgãos genitais e em outras partes do corpo.

QUEM TEM MAIOR RISCO DE COMPLICAÇÕES?

Pessoas com imunidade comprometida, gestantes, crianças e pacientes em tratamento contra o câncer precisam de atenção especial.

Embora a maioria dos casos apresente evolução leve a moderada, algumas situações podem exigir acompanhamento médico e internação.

VACINA NÃO É LIBERADA PARA TODA A POPULAÇÃO

O Ministério da Saúde disponibiliza a vacinação pelo SUS para grupos específicos, incluindo determinados profissionais de laboratório, pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão e indivíduos que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos, evitar contato físico próximo com outras pessoas e não compartilhar objetos pessoais.

ATENÇÃO:

O aumento dos casos no Rio de Janeiro não significa que exista uma epidemia nacional. Entretanto, os números reforçam a importância da vigilância epidemiológica e da prevenção.

O Vlog do Jaime acompanha os alertas de saúde e mantém o compromisso de levar informação de interesse público à população.

Vlog do Jaime – Informação num piscar de olhos.