Confusão começou após desentendimento pela ocupação de um espaço comercial. Pai e filho teriam sido agredidos, equipamentos foram destruídos e óleo quente quase provocou uma tragédia. Fundação Cultural promete avaliar providências.
O que deveria ser uma noite de trabalho e movimentação na tradicional Feirinha da JK, em Foz do Iguaçu, terminou em cenas de violência, agressões e destruição. Uma briga generalizada entre comerciantes, registrada no sábado (31), deixou duas pessoas feridas e uma barraca de pastel e caldo de cana praticamente destruída.
Vídeos gravados por testemunhas mostram diversos envolvidos trocando agressões e danificando equipamentos utilizados no comércio.
Uma das cenas mais preocupantes mostra uma mulher chutando uma panela de fritura que estava sobre o fogo. Com o impacto, o óleo quente se espalhou pelo chão e quase atingiu um rapaz que tentava segurar a estrutura da barraca.
DISPUTA POR ESPAÇO TERIA PROVOCADO A CONFUSÃO
Segundo o relato da proprietária da barraca, o desentendimento começou por causa da ocupação de um espaço destinado à comercialização de alimentos.
A família afirma trabalhar há aproximadamente 13 anos na Feirinha da JK e sustenta que possui autorização para utilizar aquele ponto.
De acordo com a versão apresentada pela comerciante, outro feirante teria ocupado o espaço durante sua ausência. Quando a família retornou para montar a barraca, começou uma discussão que rapidamente evoluiu para agressões físicas.
PAI E FILHO ADOLESCENTE ENTRE AS VÍTIMAS
Conforme o relato da família, o marido da proprietária e o filho do casal, de apenas 15 anos, foram agredidos durante a confusão.
Os comerciantes também denunciam ameaças e afirmam que houve ofensas racistas durante o episódio.
A família estima prejuízos de aproximadamente R$ 10 mil, envolvendo mesas, cadeiras, utensílios e equipamentos utilizados na preparação e comercialização dos produtos.
Um boletim de ocorrência foi registrado, e os feridos teriam passado por exame de corpo de delito.
As acusações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades, e a versão dos demais envolvidos não foi apresentada nas reportagens consultadas.
GUARDA MUNICIPAL CHEGOU APÓS O FIM DA BRIGA
Procurada pela imprensa, a Guarda Municipal informou que os agentes chegaram ao local quando a confusão já havia terminado e não encontraram os envolvidos.
FUNDAÇÃO CULTURAL SE MANIFESTA
Após a repercussão do caso, a Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, responsável pela organização da feira, lamentou o episódio e informou que vai avaliar, junto ao setor jurídico, as medidas cabíveis.
A instituição explicou que existe um mapa de distribuição dos espaços para evitar conflitos entre os expositores e que mantém dois fiscais contratados para acompanhar a organização da feira.
A direção também informou que esteve no local depois de tomar conhecimento da ocorrência e que as atividades continuaram normalmente após o episódio.
FEIRINHA DA JK: QUEM RESPONDE PELA SEGURANÇA DOS COMERCIANTES?
O episódio levanta questionamentos sobre a fiscalização, a distribuição dos espaços e os mecanismos utilizados para resolver conflitos entre os trabalhadores.
Uma feira tradicional, frequentada por moradores e turistas, precisa oferecer condições de organização e segurança para quem trabalha e para quem visita o espaço.
Uma disputa comercial não pode terminar em agressões, destruição de patrimônio e pessoas feridas.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Vlog do Jaime – Informação num piscar de olhos.
