A nomeação do engenheiro Alecsandro Broio Oliveira para a Secretaria Municipal de Obras de Foz do Iguaçu reacende um debate que já virou rotina nos bastidores da prefeitura: afinal, o governo Joaquim Silva e Luna encontrou um rumo para o próprio secretariado?
Com currículo técnico robusto e experiência em infraestrutura ligada ao sistema de transmissão de Itaipu, Alecsandro chega credenciado no papel. O problema é que, em Foz, a discussão já deixou de ser apenas formação acadêmica ou experiência profissional. A população quer resultado, presença e capacidade de gestão com resposta rápida.
A constante troca de nomes em cargos estratégicos passa a transmitir uma sensação de improviso administrativo. Secretários entram, assumem funções importantes e pouco tempo depois deixam as pastas sem conseguir criar identidade com os desafios da cidade. A impressão que fica para muitos moradores é de que a prefeitura ainda busca encontrar peças que realmente se encaixem no ritmo e nas necessidades do município.
Enquanto isso, problemas antigos seguem presentes: ruas deterioradas, demandas de drenagem, manutenção urbana lenta e cobranças crescentes nos bairros. Não basta apenas ocupar cargos com currículos técnicos. A cidade cobra liderança, articulação e disposição política para enfrentar os problemas do dia a dia.
A saída de Thais Escobar, o acúmulo temporário de funções por Ivatan Batista e agora a chegada de um novo secretário reforçam a percepção de uma gestão ainda instável em setores fundamentais. Nos corredores políticos, já há quem veja a sequência de mudanças como reflexo de dificuldade do prefeito em consolidar um time afinado e conectado com a expectativa popular.
Foz do Iguaçu é uma cidade complexa, estratégica e com demandas urgentes. Mais do que mudanças no organograma, a população espera secretários que vistam a camisa da cidade e transformem experiência técnica em ação prática.
Porque, no fim, currículo impressiona. Mas é resultado que convence.
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